Pilates no tratamento da esclerose múltipla

A doença neurológica crônica e autoimune que ataca as células de defesa do organismo e o sistema nervoso central pode ter os surtos minimizados pela prática de atividades físicas que funcionem como verdadeiras terapias. É o caso da Esclerose Múltipla, comprovadamente controlada pelo Ballet Pilates.

A estratégia é utilizar os seis princípios básicos do método: concentração, precisão, controle, centralização, respiração e fluidez. “É a maneira mais eficiente para minimizar a perda da capacidade funcional dos portadores da doença“, fala a profissional Audrea Lara, pioneira em trazer o Ballet Pilates para o Brasil.

Além dos ganhos psicológicos e físicos, esses pacientes pode apresentar frequente redução da mobilidade, e as aulas são trabalhadas baseadas na estabilidade do tronco e na melhora do controle e equilíbrio de todos os músculos corporais – o que ajuda a controlar e minimizar os danos provocados pela EM.

“O grande diferencial dessa modalidade é que o trabalho é feito todo em conjunto do corpo com a mente“, fala a especialista acrescentando que “todos os movimentos são selecionados e atendem de maneira personalizada as necessidades e as eventuais limitações de cada aluna“.

Um caso de sucesso:

Gabriela Tronca Poletto, 33 anos, é adepta da modalidade e foi diagnosticada com Esclerose Múltipla em 07 de 2013. Segundo ela, o BalletPilates foi a atividade que mais atendeu as suas necessidades. Desde que ela vem praticando o método, pode perceber que seus surtos diminuíram consideravelmente e encontrou nas aulas o que precisava para se sentir mais forte. Para ela, a consciência corporal que as aulas trouxeram melhoraram a sua concentração e assim ela consegue se desligar de qualquer outra preocupação – o que faz bem ara a mente – ao mesmo tempo em que exercita o lado físico.

Eficácia comprovada:

Os ganhos da modalidade para esses pacientes foram comprovados por uma pesquisa realizada na Universidade Queen Margaret, na Escócia e publicado na revista “Research Matters”, editada pela Sociedade de Esclerose Múltipla de Londres. No estudo, os portadores de EM cadeirantes foram avaliados antes e depois de começarem a prática do pilates. Desses, 15 realizaram a reabilitação com o método e outros 8 foram acompanhados paralelamente sem participar das aulas. Ao final de 12 semanas, a melhora foi significativa das dores no ombro e no pescoço dos adeptos do pilates.

FONTE: Audrea Lara

Formada pela USP, Audrea Lara foi certificada em pilates nos Estados Unidos pela professora Romana Krizanowska, herdeira direta de Joseph Pilates. Audrea participou de diversas pesquisas sobre nutrição, aprendizagem motora, ginástica postural e avaliação e condicionamento para adultos e pessoas da terceira idade. Ministra cursos sobre reestruturação corporal e participou, como co-autora, do livro “Enxaqueca, Alívio Para o Sofrimento”, no qual ensina a aliviar a dor por meio de exercícios que melhoram a postura.

Fonte: Segs