Neurologistas falam sobre esclerose múltipla, sintomas e tratamentos

Segundo o Ministério da Saúde, a doença atinge 30 mil brasileiros.
Esclerose múltipla é autoimune e atinge o sistema nervoso central.

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A esclerose múltipla atinge cerca de dois milhões de pessoas no mundo e no Brasil, mais de 30 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde. A doença é autoimune e atinge o sistema nervoso central. A esclerose múltipla pode prejudicar a visão, a fala, a audição e os movimentos.

O Bem Estar desta quarta-feira (9) convidou dois neurologistas para falar sobre a doença – Tarso Adoni e Jefferson Becker, que é neurocientista do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul.

Mais comum nos jovens e mulheres, a esclerose é uma doença crônica, ou seja, não tem cura. Não dá para prevenir a doença, mas existem diversos tratamentos e medicamentos que permitem que o paciente tenha uma vida normal. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental.

Muitas vezes os sintomas de esclerose múltipla não são tão claros, porque eles são bastante variáveis. Ela costuma afetar as vias do sistema nervoso.

A aposentada Ana Claudia Ribeiro da Silva ia completar 40 anos, tinha uma vida ativa, trabalhava como secretária, quando perdeu o movimento da perna esquerda. Num primeiro momento ela pensou que fosse hérnia de disco, mas não era.

O diagnóstico mudou a vida dela. Primeiro veio a negação. “O médico, pelo jeito que eu fiquei, ele poderia me internar como louca”. Com o tempo, o apoio da família fez com que ela entendesse que a vida seria outra, mas como seria só dependia dela.

Desde que descobriu a doença, nove anos se passaram. Para andar, Ana Claudia precisa de apoio. Como sabe que a esclerose é progressiva, já começou a adaptar o apartamento. Entretanto, mesmo com as limitações, a aposentada faz questão de se manter ativa.

Fonte: Bem Estar