Arquivo da categoria: Você sabia?

Britânico supera depressão e esclerose múltipla por chance de medalha

Atleta de 50 anos precisou se aposentar prematuramente por conta da doença e encontrou a solução em um antigo hobby

Nesta terça-feira (12), David Phillips, atleta britânico do tiro com arco, vai disputar a prova de arco recurvo em busca de uma medalha na Paralimpíada do Rio de Janeiro-2016. Realidade bem diferente da que vivia quatro anos atrás, quando acompanhava os Jogos de Londres do sofá de sua casa, no País de Gales, como mais um torcedor.

O ano de 2012 foi marcante na vida de Phillips. Diagnosticado com esclerose múltipla, ele foi forçado a se aposentar prematuramente aos 46 anos – o que lhe gerou uma forte depressão. Foi sua esposa, Angie, que teve a ideia de estimulá-lo a praticar um antigo hobby que havia abandonado décadas antes por conta dos compromissos profissionais e familiares: o tiro com arco.

Quatro anos e um título europeu depois, o passatempo virou profissão e ajudou Phillips a superar a depressão. Essa já é a maior conquista que o esporte deu ao galês, mas uma medalha em sua estreia em Jogos Paralímpicos coroaria a trajetória de superação.

Videogames que exercitam o cérebro ajudam pacientes com esclerose múltipla

Cientistas querem analisar como o videogame pode ser integrado em reabilitação de pacientes
Cientistas querem analisar como o videogame pode ser integrado em reabilitação de pacientes Foto: Reed Saxon/AP

Jogos de videogame que “treinam o cérebro” podem ajudar a melhorar algumas habilidades cognitivas em pacientes com esclerose múltipla (EM), através do reforço de conexões neurais em uma importante parte do cérebro, de acordo com um novo estudo publicado na versão on-line da revista “Radiology”.

A esclerose múltipla é uma doença do sistema nervoso central que provoca danos no revestimento protetor das fibras nervosas. Os sintomas incluem fraqueza, rigidez muscular e dificuldade de pensar — um fenômeno conhecido como “névoa do cérebro”. A EM afeta cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Fundação da Esclerose Múltipla.

Os danos no tálamo, uma estrutura no meio do cérebro que funciona como uma espécie de centro de informações, e suas ligações com outras partes do cérebro desempenham um papel importante na disfunção cognitiva de muitos pacientes com EM.

Pesquisadores liderados por Laura De Giglio, do Departamento de Neurologia e Psiquiatria na Universidade Sapienza, em Roma, recentemente estudaram os efeitos de um programa de reabilitação cognitiva baseado em jogos de videogame no tálamo em pacientes com EM. Os cientistas usaram uma coleção de jogos da Nintendo, chamado “Dr Kawashima’s Brain Training”, que treina o cérebro usando quebra-cabeças, memória e outros desafios mentais. Os jogos são baseados no trabalho do neurocientista japonês Ryuta Kawashima.

Vinte e quatro pacientes com EM com comprometimento cognitivo foram aleatoriamente designados para participar de um programa de reabilitação de oito semanas realizado em casa, em sessões de jogos de 30 mintos, cinco dias por semana — ou, então, eram colocados em uma lista de espera, onde serviam como grupo de controle. Os pacientes foram avaliados por meio de testes cognitivos e exames de ressonância magnética no início do estudo e em sua conclusão. As imagens funcionais do cérebro em estado de repouso, ou não focado em uma tarefa particular, forneceram informações importantes sobre a conectividade neural.

— Através dos exames, pudemos estudar quais áreas do cérebro são ativadas simultaneamente e dão informações sobre a participação de certas regiões de circuitos específicos — explicou Laura. — Quando falamos de maior conectividade, queremos dizer que esses circuitos foram modificados, aumentando a extensão das áreas que funcionam simultaneamente.

Os 12 pacientes que jogaram videogame tiveram aumentos significativos na conectividade funcional do tálamo em áreas cerebrais correspondentes ao componente posterior da rede de modo padrão, que é uma das mais importantes redes cerebrais envolvidas na cognição. Os resultados forneceram um exemplo da plasticidade do cérebro, ou de sua capacidade de formar novas conexões ao longo da vida.

— Este aumento da conectividade reflete o fato de que a experiência com o videogame mudou o modo de funcionamento de certas estruturas cerebrais — comentou Laura. — Isso significa que mesmo uma ferramenta comum como os videogames pode promover a plasticidade do cérebro e ajudar na reabilitação cognitiva de pessoas com doenças neurológicas, como a esclerose múltipla.

As mudanças na conectividade funcional experimentadas pelo grupo que treinou jogos de videogame levaram a melhorias significativas nos resultados de testes que avaliam a atenção sustentada e na função executiva, as habilidades cognitivas de nível superior que ajudam a organizar nossas vidas e regular nosso comportamento.

Os resultados sugerem que o treinamento do cérebro com videogames é uma opção eficaz para melhorar as habilidades cognitivas de pacientes com esclerose múltipla.

Agora, os pesquisadores pretendem estudar se a plasticidade induzida pelos videogames em pacientes com esclerose múltipla também está relacionada com melhorias em outros aspectos de suas vidas diárias. Além disso, os cientistas querem analisar como o videogame pode ser integrado em programas de reabilitação em conjunto com outras técnicas tradicionais.

Fonte: Jornal Extra

Doença incurável de Romero desaparece em ‘A Regra do Jogo’

Diagnosticado com esclerose múltipla, Romero (Alexandre Nero) voltará a sofrer com a doença na reta final de A Regra do Jogo, da Globo. Mas por que o personagem que teve visão dupla, bateu carro e desmaiou em motel por causa da enfermidade nunca mais apresentou nenhum sintoma? O sumiço da esclerose múltipla dos capítulos da novela das nove vem irritando telespectadores, que acusam a emissora de ter esquecido do assunto. Incurável e autoimune, a esclerose múltipla é uma doença complexa e que se apresenta de formas diferentes. Foi justamente por isso que o autor da trama, João Emanuel Carneiro, escolheu que seu anti-herói tivesse essa moléstia, já que um caso não pode ser comparado a outro, dando a ele um leque de possibilidades para trabalhar dramaturgicamente.

Carneiro diz que não esqueceu da doença de Romero. Adianta que personagem voltará a sofrer de esclerose múltipla, mas não revela de que forma. “Romero passou algum tempo sem os sintomas, mas o assunto está presente na trama, por exemplo, quando Toia [Vanessa Giácomo] pergunta como ele está se sentindo. Ela se preocupa com a saúde dele. Ascânio [Tonico Pereira] e Atena [Giovanna Antonelli] também falam sobre isso quando conversam com Romero ou mesmo entre eles. A esclerose múltipla tem algumas características que me permitem essa trajetória para o personagem. Ela pode deixar o doente em cima de uma cama como pode ficar um longo período sem se manifestar”, esclarece Carneiro.

Se a esclerose múltipla será a punição para Romero se regenerar no final da novela, o autor faz suspense: “A Regra do Jogo está em uma fase de grandes viradas e acontecimentos. A novela caminha para alguns desfechos. Ainda temos algumas semanas até o final, então, muita coisa ainda está por vir. Como adiantei, até o final da história, a doença voltará a se manifestar, é o que posso dizer por enquanto”, fala Carneiro.

 O fato é que o tratamento que A Regra do Jogo deu ao assunto até agora vem desagradando portadores da doença. Em um vídeo postado no YouTube, a paciente Kennia Ravaioli faz um desabafo. “Quando surgiu a possibilidade da novela falar sobre a doença, toda a comunidade ficou satisfeita, pois era algo desconhecido. As pessoas associam com demência e enlouquecimento, o que não é verdade”, diz ela no vídeo.

A expectativa, no entanto, virou frustração. “Só que a novela, o autor, os diretores, os profissionais que trabalham nesse meio, se perderam no assunto. [O tema] Ficou só nos capítulos primeiros. Romero teve desmaio, ficou com a visão turva e o médico até disse que ele pode virar uma samambaia. E mais nada o Romero sentiu. Ele passa por situação de estresse, pressão, espancamentos, tem duas mulheres, é uma máquina de fazer sexo. Romero Rômulo virou a cura da esclerose múltipla. Eu tenho medo, como portadora, de virar chacota. As pessoas não sabem a fadiga extrema que nós sentimos”, diz.

A neurologista Renata Simm, especialista em esclerose múltipla e AVC (Acidente Vascular Cerebral) e coordenadora o departamento de Neurologia do Hospital Santa Paula em São Paulo, explica que a doença atinge o sistema nervoso central, comprometendo o cérebro e a medula espinhal. Acomete, em sua maioria, pessoas com idades entre 20 e 40 anos. Mais mulheres do que homens são diagnosticadas com esclerose múltipla.

Cada caso é um caso

A médica diz que a doença é multifatorial e confirma que ela pode se apresentar de forma diferente caso a caso. O mais comum, que atinge 80% dos pacientes, é o surto remissão, que não tem evolução rápida. “Não é uma doença de comportamento agressivo em grande parte dos casos. Existem pacientes que vivem 20, 30 anos com a doença. Os casos mais graves, que chamamos de primariamente progressiva, representam de 5 a 10%. É quando o paciente fica em uma cadeira de rodas em um ano, por exemplo”, conta a neurologista.

Há vários tipos de tratamentos, todos com medicamentos de alto custo que são fornecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). As drogas custam entre R$ 4.000 e R$ 6.000 por mês. Os tratamentos proporcionam melhor qualidade de vida aos pacientes. “O que se espera de um paciente em tratamento é que ele tenha de um a dois surtos por ano. Se tiver três ou quatro, significa que o tratamento não está tendo o efeito desejado, controlando a doença”,  comenta a especialista.

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Alexandre Nero em cena de desmaio do seu personagem no começo da trama

Renata diz que logo que A Regra do Jogo estreou muitos de seus pacientes questionaram os desmaios e perda de consciência de Romero, se eram mesmo sintomas da esclerose múltipla. “Não é comum, a gente nem cita. Não sei onde o autor foi buscar esse dado. Claro que na medicina tudo pode acontecer, mas não é comum.”

A pedido do Notícias da TV, o psicanalista e psicoterapeuta corporal Sergio Savian analisou a trajetória de Romero na trama. Ele aponta que, diante de tudo o que aconteceu, para compensar, o protagonista deveria ter uma recaída fatal com a doença se manifestando de forma avassaladora.

Para o psicanalista, existe coerência entre a personalidade de Romero e a doença que ele apresenta. Os portadores da esclerose múltipla costumam ter uma desconexão básica de si mesmos, de suas próprias necessidades. “Diante das injustiças do mundo, da vontade e impossibilidade de mudá-lo, usam toda a agressividade contra eles mesmos. Assim, o indivíduo doente canaliza as suas forças para a autodestruição. No fundo, Romero não gosta de si, não se aceita do jeito que é, vive em conflito com isso. E uma forma de se punir seria desenvolvendo esta doença autoimude, voltando-se contra si mesmo”, analisa Savian.

Fonte: Tribuna Hoje

Jamie-Lynn Sigler, atriz de ‘Família Soprano’, está com esclerose múltipla

Aos 35 anos, ela revelou que foi diagnosticada quando tinha 19.
Na série de TV, ela interpretou a personagem Meadow.

Jamie-Lynn Sigler ao lado do ator James Gandolfini em 'Família Soprano' (Foto: Divulgação)Jamie-Lynn Sigler ao lado do ator James Gandolfini em ‘Família Soprano’ (Foto: Divulgação)

A atriz Jamie-Lynn Sigler, que interpretou a personagem Meadow na série de TV “Família Soprano”, está lutando contra a esclerose múltipla há 15 anos, segundo informações da agência Associated Press.

Aos 35 anos, ela disse à revista “People” nesta quarta-feira (20) que foi diagnosticada com a doença degenerativa quando tinha 19 anos, época em que estava gravando a quarta temporada da série “Família Soprano”. Sigler diz que não estava emocionalmente preparada para revelar sua condição ao público até agora.

A atriz diz que seus sintomas começaram a piorar nos últimos dez anos. Sigler afirmou que não pode correr ou andar por períodos longos sem descanso.

Exibida pela HBO entre 1999 e 2007, a série “Família Soprano” tem seis temporadas e conta a história de uma família americana de mafiosos, liderada por Tony Soprano, interpretado por James Gandolfini.

Jamie Lynn Sigler, que interpretou Meadow Soprano, se emociona durante funeral de James Gandolfini (Foto: D Dipasupil/Getty Images/AFP )Jamie Lynn Sigler, que interpretou Meadow Soprano, no funeral de James Gandolfini (Foto: D Dipasupil/Getty Images/AFP )
Fonte: G1

Bicicleta com esclerose múltipla

Em março desse ano, um passeio de bicicleta promovido em Melbourne, na Austrália, pretende aumentar a consciência sobre a esclerose múltipla. Mas a grande atração do encontro é exatamente uma bike impossível de andar.

Trata-se de uma metáfora aos sintomas da doença, que resulta na deterioração dos nervos, podendo levar à atrofia. Dessa forma, a bicicleta foi criada com uma série de problemas que dificultam o seu uso. Entre elas estão: banco extremamente desconfortável, guidão com relevos e uma alça metálica na roda dianteira.

O projeto leva assinatura da agência Grey australiana e já conta com um teaser de sua produção. Confira:

Fonte: Adnews